![]() |
|||||
| ENTIDADE | DIRETORIA | NOTÍCIAS | SITES | TRABALHOS | CONTATO |
|
MENSALÃO & SCHINCARIOL: O
RETRATO DA INVERSÃO DE VALORES Esta
segunda semana do mês de junho de 2005 deveria ir para os anais de
nossa história. A dimensão e repercussão do ocorrido em dois
episódios específicos revelaram o retrato da inversão de valores
que hoje determinam o insucesso da economia e das estruturas da
sociedade brasileira.
Pressuposto deste registro histórico é estarmos ciente que o
Brasil, desde o início da década de 90 caiu em quase 50% sua
participação no comércio global. Cresceram Índia, Coréia,
Rússia, China, Chile, México e outros, enquanto nosso PIB, em
dólares, é igual a 20 anos passados. Nossa população cresceu
milhões e milhões de pessoas, remetendo a redução da renda per
capita, com conseqüente aumento do desemprego e criminalidade. As
mazelas sociais alcançam indistintamente as famílias brasileiras
de baixa e alta renda. Nossos filhos, parentes e vizinhos não
encontram futuro num país onde o mercado de trabalho não cresce.
Trabalho, família e dignidade, são uma tríade inseparável.
Quando falta um, desintegram-se os demais.
Talvez por esta razão o Governo e Políticos Brasileiros, nas três
esferas da federação, União, Estado e Municípios, impõem
aumento progressivo de impostos. Buscam riqueza, sem promover
trabalho. Nossa carga tributária, toda cobrada sobre a produção,
impede a recuperação do crescimento e só induz a aumento de
endividamento, fator que beneficia o Poder de quem já esta no
Poder. Somente lá, dinheiro é só por dinheiro. Como
camuflagem, o empresário é posto como culpado da crise. Chega-se
ao absurdo de montar-se operações cinematográficas expondo
empresas que possuem milhares de empregados, somente para
humilhar-se toda classe de pessoas que sustentam a sociedade. O caso
Schincariol é exemplo disto. O Governo Federal montou operação
cinematográfica contra os dirigentes de uma empresa que possui uma
dezena de fábricas espalhadas pelo Brasil, esquecendo que estas
pessoas representam milhares de empregados, representam o sustento e
manutenção de importantes municípios do Brasil. E pior, o Governo
Federal, ao colocar estes empresários algemados na televisão,
esqueceu da Constituição Federal, e os condenou antes mesmo do
julgamento, ameaçando a todos aqueles que são empreendedores, e
buscam riqueza no trabalho e não em Mensalões, onde dinheiro é
pelo dinheiro e Poder. Se
impostos não são pagos, é porque não foram cobrados, ou pior,
porque são injustos. Só se pode tributar se houver riqueza. E
havendo riqueza no trabalho, quando existir crime, somente dos
indivíduos deve-se cobrar, respeitando-se a empresa e empregados
envolvidos. O trabalho e a empresa são patrimônios da sociedade.
Resultam dos esforços de dezenas, centenas e até milhares de
pessoas, geralmente coordenadas por um “líder-empreendedor”. Em
contra partida, no caso do Mensalão, os Deputados e Senadores
acusados de receberem propina para votarem a favor de um Governo
onde os dirigentes não aparecem em camburões algemados em fotos de
jornais, são ouvidos em total sigilo e em confortáveis gabinetes
fechados. Ao mesmo tempo, os Ministros que também são acusados
deixam seus cargos do executivo, para voltarem a ser deputados e
senadores, assim passando a gozar de imunidade parlamentar, que
impossibilita o ajuizamento de processo criminal.
Enquanto o povo Brasileiro continuar a permitir que os políticos e
representantes de atividades não produtivas sejam privilegiados, a
custo do sofrimento e exposição daqueles que realmente geram
emprego e financiam todo o Estado – empresários – o pais irá
de mal a pior. Esta
na hora do povo saber que não é protegendo-se corruptos em
audiências secretas realizadas nos escuros gabinetes do congresso,
nem é se tributando o trabalho com 42% de impostos, como também
não é humilhando-se com algemas e holofotes os empresários que
realmente geram empregos em nosso pais, que voltaremos a crescer,
gerando riqueza suficiente para que nossa juventude e famílias
tenham empregos, segurança e dignidade.
Crimes coletivos somente acontecem em rebeliões, em guerras e até
mesmo em congressos, mas nunca em empresas. A regra é o indivíduo,
nunca toda a instituição. Por esta razão a necessidade de
condenar-se à publicação de operações teatrais. Todos devem ser
julgados com isenção, preferencialmente, fora de gabinetes
fechados e longe de votos secretos. Esta,
pois, é a inversão de valores que explica tudo! Dr. Prof. Édison Freitas de Siqueira – www.edisonsiqueira.com.br |
|||||